top of page

Importância da parceria Brasil-EUA é reafirmada em encontro entre governo norte-americano e CNI


A Representante Comercial dos Estados Unidos, Embaixadora Katherine Tai, se reuniu com membros da Confederação Nacional da Indústria (CNI), neste mês, para discutir possibilidades de fortalecer a parceria comercial e aumentar os investimentos entre o país e o Brasil. Em sua primeira viagem ao território brasileiro no atual cargo, a embaixadora falou em estreitar laços entre as economias e aproveitar oportunidades.


Atualmente, os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, e os resultados dos últimos anos são expressivos: entre 2013 e 2022, o comércio de bens somou US$ 274,2 bilhões em exportações e US$ 335,3 bilhões em importações, totalizando US$ 609,5 bilhões em corrente de comércio.


A Embaixadora Tai expressou o interesse em trabalhar em conjunto e afirmou que o cenário promovido pelas atuais gestões governamentais – tanto do Brasil quanto dos EUA – proporciona alinhamento significativo entre os dois países.


A diretora de Desenvolvimento Industrial e Economia da CNI, Lytha Spíndola, apresentou a atuação da CNI, reforçou a prontidão do Brasil para ampliar parcerias e destacou as principais medidas do Plano de Retomada da Indústria – propostas entregues ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin –, que a CNI considera “absolutamente necessárias e indispensáveis” para a competitividade da indústria e a retomada do crescimento econômico do país.


"A indústria contribui com cerca de 24% do PIB e responde por quase 70% das exportações brasileiras e por 66% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, além de representar 34% da arrecadação federal de tributos”, afirmou Lytha.



Prioridades da agenda de sustentabilidade e clima


A diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, apresentou as prioridades da agenda de meio ambiente e sustentabilidade da indústria e explicou que a proposta de medidas para a reindustrialização se pauta em quatro pilares: transição energética, mercado de carbono, economia circular e conservação florestal. A diretora ressaltou que, diante de uma preocupação cada vez maior com o meio ambiente e com a descarbonização, o Brasil tem muito a contribuir e pode, inclusive, ser o grande protagonista na agenda internacional.


“84% da matriz energética do Brasil são de fontes renováveis. Há baixa intensidade de carbono na indústria, uma vez que emitimos muito pouco em relação às outras áreas como transporte e agricultura. Além disso, o país tem a segunda maior produção mundial de biocombustíveis; a maior biodiversidade do planeta, com 20% do total das espécies da terra; uma ampla cobertura florestal, com 58% do território nacional; e a maior disponibilidade hídrica do mundo, com 12% das reservas”, justificou a diretora.


O vice-presidente global de Relações Institucionais da Embraer e presidente da seção brasileira do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu), José Serrador, reforçou o compromisso do setor empresarial pela busca da ampliação e aprofundamento da agenda entre os dois países.


“Temos três pilares de prioridades para a agenda bilateral: o primeiro grande pilar está relacionado à integração da cadeia de suprimentos, o segundo diz respeito à implementação dos Protocolos de Facilitação de Comércio e do Acordo de Reconhecimento Mútuo do Programa OEA, que serão fundamentais para ajudar as empresas brasileiras e norte-americanas a se integrarem melhor; e o terceiro é referente à cooperação de questões multilaterais para a reforma da OMC”, citou Serrador.


FONTE: Resumo de https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/internacional/importancia-da-parceria-brasil-eua-e-reafirmada-em-encontro-entre-governo-norte-americano-e-cni/



 
 
 

Comentários


© 2016-2026 Todos os direitos reservados à TOTH BRASIL 

bottom of page